SÃO PAULO - O recente ataque do worm Stuxnet em computadores do projeto nuclear iraniano fez crescer as especulações sobre as reais intenções dos responsáveis pelo ataque.
Pesquisadores da empresa de segurança digital Kaspersky descobriram que o worm explora quatro distintas vulnerabilidades do “dia zero”. Além de utilizar dois certificados válidos (da Realtek e da JMicron) para manter o malware camuflado por um período razoável.
O objetivo do worm é acessar sistemas de controles industriais, que são usados para monitorar processos industriais de grandes empresas, como usinas elétricas, sistemas de comunicação complexos, aeroportos e até mesmo instalações militares.
Devido a alta sofisticação do ataque, leva-se a crer que o Stuxnet foi criado por uma equipe de profissionais extremamente capacitados e com acesso a grandes recursos e suporte financeiro.
A localização geográfica do ataque (inicialmente no Irã) sugere que o worm não está relacionado a um grupo de criminosos cibernéticos comuns, pois o principal objetivo não foi espionar os sistemas infectados, mas sim levar a uma sabotagem.
Dando a entender que este tipo de ataque pode ter sido realizado com o apoio e suporte de uma nação-estado (analistas sugerem que Israel possa estar por trás desse ataque). A Kaspersky acredita que o Stuxnet é um protótipo em operação de uma arma cibernética que poderá levar a criação de uma nova corrida armamentista no mundo.
Fonte:http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/stuxnet-pode-dar-inicio-a-guerra-cibernetica-06102010-40.shl>
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